Fé e emoção marcam a Semana Santa na Candelária

As celebrações da Semana Santa foram marcadas pela adoração em torno do anúncio dos mistérios pascais, de 29 de março a 1º de abril, na Igreja da Candelária. As liturgias foram celebradas pelo pároco da Igreja, Monsenhor Helio Pacheco Filho, com a participação de Monsenhor Elia Volpi, pároco emérito. Durante as celebrações, estiveram presentes o Vice-Provedor da Irmandade do Santíssimo Sacramento da Candelária (ISSSC) Dr. Rodrigo Gastalho Moreira e o Tesoureiro Sr. José Maria Calo Silvariño, além de Irmãos e Irmãs da ISSSC.

Santa Ceia
O Tríduo Pascal foi iniciado com a missa em memória da Ceia do Senhor, na Quinta-feira Santa, dia 29 de março. A celebração teve como convidados o Padre Adriano Abreu, reitor do Seminário Propedêutico Rainha dos Apóstolos e seminaristas da Instituição.

O tradicional rito do lava-pés foi realizado com doze seminaristas que representaram os discípulos de Jesus Cristo. Monsenhor Helio lavou os pés dos jovens com grande emoção. Na cerimônia, o pároco ressaltou que o ponto alto da celebração é o momento em que Cristo serve humildemente a seus discípulos. “Jesus se coloca como um servidor, pois de fato ele não veio para ser servido, mas sim para servir. No gesto de lavar os pés dos seus apóstolos ele se torna um exemplo para todos nós”, disse.

Para o seminarista Bruno Fernandes Carvalho, que representou um dos apóstolos, o momento foi de aprendizado. “Relembrar os passos que os discípulos fizeram foi um momento muito importante pra mim, por mostrar como nós temos que ser servidores do próximo e seguir o exemplo que Cristo nos deu”, relatou o jovem.

Paixão de Cristo
O segundo dia do Tríduo Pascal foi celebrado com a Paixão do Senhor, na Sexta-feira Santa, em 30 de março. No sermão, Monsenhor Helio destacou o significado da celebração e explicou que no mistério da Salvação a Igreja revive todos os passos de Jesus Cristo para praticar sua glorificação.

“Hoje nós não apenas trazemos à memoria a recordação da Paixão do Senhor. Nós revivemos todos aqueles atos que nos levaram da morte à vida”, destacou.

Luz para iluminar o mundo
O último dia do Tríduo foi iniciado com a Vigília Pascal, no sábado, dia 31 de março. A abertura da celebração foi realizada com a Benção do Fogo Novo, seguida do acendimento do Círio Pascal por Monsenhor Helio. Durante a cerimônia, o pároco destacou que o rito da Luz e a liturgia da palavra recordam a história da Salvação para renovar as esperanças com a proclamação da Páscoa.

“Hoje é um dia de Luz! O Círio é um pequeno sinal de uma luz que nossos olhos não veem. É uma luz que está dentro de nós e aquece o nosso coração e vida. Então, podemos passar da tristeza para a alegria, da desolação para a esperança, da morte para a vida. Essa noite Santa renova a esperança e a vida”, disse.

Para o diácono, Walter Sotero, a proclamação da Páscoa é um momento para reafirmar a fé e confiança em Cristo diante das dificuldades da vida. “Ao estarmos tristes ou alegres, confiantes ou muitas vezes apavorados e ansiosos, temos certeza de uma coisa: confiamos a nossa vida no Senhor. É por isso que celebramos esse momento da Páscoa para que possamos testemunhar com fé diante de tudo o que vivemos”, ressaltou.

Encerrando o Tríduo, a missa do Domingo de Páscoa foi realizada na manhã de 1º de abril. A celebração marcou o término da Semana Santa na Igreja e início do Tempo Pascal – período litúrgico que se estende por cinquenta dias após o primeiro Domingo Pascal.

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Acendimento do Círio Pascal na abertura da Vigília
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